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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
CONCENTRAÇÃO ASSOCIATIVA / DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E ALGO MAIS

Vamos tentar acrescentar alguma coisa mais ao que até agora já foi dito sobre o assunto, e de modo a encaixar os nossos pontos de vista no conjunto de circunstâncias que os envolvem, pensando desta forma que não estamos a manifestar uma opinião pessoal mas antes a interpretação mais ou menos correcta dos dados em presença, logo não invalidando as opiniões dos nossos leitores, mas tão somente transportando-nos todos para a análise dos factos e extraindo daí conclusões que se mostrem lúcidas, mais propriamente não a opinião de ninguém em particular mas antes a linguagem dos dados em presença.

 

Começamos pela já debatida existência de duas Associações de Olivicultores – de natureza económica.

  São concorrentes? Não temos a certeza.

  Servem pólos diferenciados? Pelo menos geograficamente.

  São rentáveis? Não o suficiente, devido a processos de laboração pouco actualizados.

  São recuperáveis no aspecto rentável? Sim, mas não justificável devido a falta de matéria prima e contrapartida económica.

  A dualidade causa problemas? Para além de eventual entrave a apoios oficiais, não são conhecidos outros.

  Quais os seus problemas?

-  Falta de rentabilidade da olivicultura que ameaça a extinção desta actividade.

-         Eventual dificuldade no acesso a apoios governamentais.

-         Escassez de meios humanos em particular para os Corpos Sociais, em parte consequência dos factos apontados.

-         Eventual necessidade de engarrafamento do azeite destinado ao mercado, mas no momento a não ser de considerar.

 

  Quais as soluções?         

- Melhorar a rentabilidade olivícola, sem o quê provavelmente irão ambas à extinção.

-         Se esta for conseguida melhorar a sua rentabilidade aproveitando o património que têm dado que na conjuntura actual não nos podemos dar ao luxo de o mandar às urtigas.

-         Confirmar o eventual entrave a apoios governamentais e se for caso disso, estudar a possibilidade da sua união por uma ligação legal resolvente deste e doutros entraves semelhantes.

-         Manter o que se mostra estável, funcional e sem motivos para alteração.

 

Chegados aqui, e com o propósito de encontrarmos soluções e não nos contentarmos com o descrever das situações existentes, que, observamos, são coisas bem diferentes, dentro das nossas limitações demo-nos ao trabalho de elaborar um projecto de recuperação olivícola em Mouriscas o qual por sua vez contempla também em certa medida necessidades gritantes instaladas entre nós. Uma cópia de tal projecto foi entregue a cada um dos participantes em “Mouriscas em Movimento” para análise e eventual aprovo, e se assim for decidido pelos ditos intervenientes, o dito projecto estará disponível para a sua aplicação prática no terreno, solucionando a mais gritante necessidade das Associações que descrevemos, e uma boa parte da olivicultura em Mouriscas em condições de reconversão. 

 

Entretanto a situação que temos a todos diz respeito e a participação dos nossos leitores e dos Mourisquenses em geral, ditará quase sempre as soluções que se venham a conseguir.

 

Adicionalmente e referindo ainda disputas separatistas entre os Mourisquenses, com frequência citadas pelos nossos leitores, observamos também que nunca diferenciámos ou nos apercebemos de sermos diferenciados por alguém, pelo facto de ser do Norte ou do Sul, do Leste ou do Oeste, razão pela qual neste aspecto aceitamos a nossa insuficiente actualização, mas lembramos que o facto de se insistir nesse pormenor é em si algo separatista, além de não residir aí o principal entrave ao desenvolvimento que desejamos.

 

 

                                                                                               B. Sério



publicado por mouriscasmovimento às 23:17
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MOURISCAS NO SEU DIA-A-DIA

                                                     XXIX

 

                                                SONETO

 

 

                     Como o tempo corre, e eu descuidado,

                     Vou vivendo a vida no seu Dia a Dia

                     Em que dantes, sempre tão animado,

                     Manifestava no rosto o que sentia.

 

                     Era assim, com a maior realeza,

                     Que se vivia a vida noutros tempos,

                     Em que pela raça e tanta beleza,

                     A Natureza nos trouxe bons momentos.

 

                    Nesse descuido, quando a vida nos trás

                    A grande desilusão já menos audaz,

                    P´ra viver a vida com muita alegria.

 

                    Com algum horror, também vamos tendo,

                    E porque os anos nos vão trazendo,

                    Toda a diferença, como dantes se vivia.

 

     

                                                         Joaquim António de Matos 



publicado por mouriscasmovimento às 23:16
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Domingo, 25 de Novembro de 2007
À MESA DO DIÁLOGO COM OS NOSSOS LEITORES

É sempre gratificante encontrar alguém que partilhe dos problemas que temos e que nos esforçamos por confrontar, hoje afectado a nós, amanhã ao nosso vizinho, e desse modo dando a volta a todos.

Por tal razão a todos quantos se dignaram tecer considerações à volta dos artigos que temos escrito sobre a problemática em que estamos envolvidos, as nossas cordiais saudações. – Benvindos a Mouriscas em Movimento!

Obviamente que sobre assuntos como, Concentração Associativa, participação dos cidadãos na situação decorrente e outros de cariz semelhante, as opiniões serão sempre um tanto diversas, contudo motivadas pela intenção comum de alguma coisa ser possível e desejável melhorar – esse o dado estável e positivo à volta do qual muito nos apraz que os cidadãos - conterrâneos , amigos e apoiantes, estejam contribuindo com a sua colaboração.

Muitos dos nossos leitores entendem que os pontos de vista que temos defendido não são os desejáveis, com efeito achamos isso muito correcto, até porque não temos pretensões a “iluminados” nem nos pretendemos candidatar a qualquer cargo político administrativo, logo as nossas opiniões serão de valor igual às de qualquer outro mortal mais ou menos aberrado como nós, defendemos no entanto que eventuais opções deverão ser devidamente fundamentadas.

Então estando a surgir uma corrente de opiniões e manifestações visando uma sensibilização e um assumir de posições e responsabilidades perante os destinos da nossa terra, nós estamos com todos que assim o entendem e até por algumas vezes temos tido oportunidade de abordar a situação com o Sr. Presidente da Junta, embora se trate de situação um tanto em fase embrionária.

 

Observamos no entanto que temos sido norteados pelo conferir de algo de útil à freguesia e não privá-la do pouco que tem, e até tendo em conta que no momento existe uma legislação a nível nacional, e uma Comissão Social a nível de freguesia, cujo propósito é atenuar os casos de exclusão existentes, e que segundo a nossa opinião a própria Freguesia é em si um caso de exclusão sob certos aspectos, todavia sem ignorar que também tem o seu lado positivo noutros aspectos. Portanto, há aqui uma caracterização própria da freguesia, mais particularmente na sua dispersão e modelo urbanístico que não desejaríamos ignorar nem confundir com outras urbes totalmente diferentes da nossa, e para o que apelamos aos nossos leitores a não ignorarem este pormenor.   

 

Entretanto desejaríamos observar também que quando se entra numa situação existe a tentação para se abrir a porta com demasiada força, tantas vezes escaqueirando o que está por detrás desta e que pode ser coisa digna de se aproveitar. Pensamos que não será de ignorar esta particularidade.

 

Adicionalmente, observamos ainda que dado nunca no passado ter estado em curso entre nós qualquer processo desenvolvimentista semelhante ao que actualmente se está esboçando, obviamente que nunca os Órgãos Autárquicos de então se viram envolvidos em tal situação, daí que entendemos compreensível a nossa actual Autarquia olhar com reservas o seu envolvimento no processo que se lhes está a apontar, então, como tudo na vida, isto necessita de compreensão, amadurecimento e boa vontade para o empenhamento que a todos diz respeito.

 

Aos nossos estimados leitores passamos a palavra.

                                                                          Cordialmente

                                                                                                          B. Sério



publicado por mouriscasmovimento às 13:08
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Mensagens dos leitores (46)

Há muito que cá o Zé não bota palavra no Mouriscas em Movimento, mas a verdade verdadinha é que a uva estragou-se, foi-se o arranjinho do ano, cá em casa tudo perdeu o pio, e para lubrificar a goela... não me venham cá com essa da fonte dos amores ou da cré ou doutra qualquer, bem sabem que para acompanhar um bom bocado de chouriço assado... caramba até já estou com formigueiros na barriga das pernas.

Já me tem dito que há outras maneiras de preparar a coisa mesmo sem uvas, mas essas jeropias cá pra casa não servem. Tenham santa paciência mas gato por lebre é que não. Nessas coisas, não é por me gabar, mas sou um camarada muito fixe, e a um amigo que venha cá a casa beber um copo, ou bebe mesmo um copo dele, daquele que faz formigueiros, ou não há nada pra ninguém.

Então agora depois deste azar, que me deixou pior que estragado, vou levar uns restos do palhento que ainda cá tenho, ao S. Sebastião e à Senhora dos Matos para ser benzido à hora da missa e pedir para que dum dedal pró ano faça um barril colossal.

 

                                 Eu o Zé Moura das Mouriscas



publicado por mouriscasmovimento às 13:07
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MOURISCAS NO SEU DIA-A-DIA

XXVIII

 

CRÓNICA LITERÁRIA RECREATIVA

 

 

É evidente que a arte de escrever é autenticamente valiosa, e tão poderosa quanto pelo saber distinto e magnífico, o homem se expressa em plena consciência, confiante por essa mesma virtude do saber, que se poderá estender por todas as áreas, sociais, culturais e científicas, e podendo ainda descobrir alguns mistérios nos lugares mais recônditos que a Natureza contém, mas que o tempo ainda resolverá, pois a ciência não pára e haverá sempre novos horizontes para descobrir.

Daí também afirmo que o homem na sua condição normal será sempre objector de consciência. – Sempre foi! Como ente com uma religião, confirmada e autenticada legalmente pelos Direitos Humanos, o homem poder-se-á tornar mais pacífico, mais perfeito, mais completo e responsável por si próprio, alegando a condição real dos seus propósitos, mantendo-se fiel a esses compromissos, que por sua honra seriam consagrados com dignidade.

Entretanto acredito que tenha de facto muitos amigos, independentemente de qualquer religião ou ideologia. O contrário seria para mim aterrorizador e altamente preocupante.

Ao escrever algumas palavras fico sempre na incerteza se as minhas convicções foram ou serão devidamente aceites pelo leitor, por algum erro, ou que indevidamente fosse fornecido por outrem o que também considero normal. Pessoalmente tolero os erros dos outros, mais que os meus próprios, mas errar é próprio do homem.

Todo aquele que não errar não será bom investigador!

Faço ainda lembrar, pois são decorridos poucos anos, que o escritor brasileiro, Jorge Amado, esteve à beirinha de ganhar o Prémio Nobel da Literatura, com o seu livro Capitães da Areia, o qual continha em todo o seu conteúdo cerca de dois mil erros.

Por isso resumindo afirmo: Tristes são aqueles que nada sabem ou que se contentam com o pouco saber, ou ainda os que pensam saber muito, e sem o saberem, pouco mais sabem que os primeiros.

Razão teria certamente o Poeta que escreveu: - Eu sei que nada sei! E teremos que acreditar!

Porque um tal talento ainda não apareceu – e o grande milagre também ainda não se deu.

Neste momento poderia mencionar a meu ver, quais os maiores talentos da Literatura Portuguesa, os que mais contribuíram para o desenvolvimento do nosso idioma, sem esconderem a cara ou a sua identificação o que é dignificante e correcto.

 

                                                                   Joaquim António de Matos

 



publicado por mouriscasmovimento às 13:06
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Mensagens dos leitores (45)

Comentário ao post “OS MOURISQUENSES NEM TODOS SE CONHECEM” às 23:47, 2007-10-27.

Comentário:
Caro Joaquim de Matos,

Agradeço e retribuo o abraço enviado. Embora a sua mensagem contenha passagens em discurso indirecto gostei da parte que compreendi.

Saudações,

Patrício Silva



publicado por mouriscasmovimento às 13:06
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Mensagens dos leitores (44)

Comentário ao post (Sem título) às 23:35, 2007-10-27.

 

Comentário:
Sr. B . Sério, Reportando-me à observação que foi feita ao meu comentário deixarei as anotações abaixo descritas, esperando deste modo findar a minha curta participação neste espaço de comunicação...a menos que surjam novos interlocutores com ideias interessantes. Existem dezenas de milhares de blogs do Sapo, que se dedicam à mais diversas causas. Vivemos uma época maravilhosa de intercomunicação e interacção, a qual permite que algumas dezenas de pessoas leiam aquilo que pensamos e escrevemos (refiro-me ao blog "Mouriscas em Movimento"). Em Portugal existem meia dúzia de blogs que, não mudando coisa nenhuma, conseguem ser visitados por alguns milhares de pessoas, porque se dedicam a temas de interesse geral, ou oportunístico, ou ainda bombástico e especulativo. No que diz respeito ao Blog "Mouriscas em Movimento", lamento dizê-lo, mas as expectativas terão estado muito aquém do que seria desejável, pois contam-se pelos dedos das mãos as pessoas que têm vindo a intervir nos debates lançados pelo blog. Alguma coisa não bate certo, pois a freguesia terá quase 2.000 habitantes, e no exterior viverão mais algumas centenas. Muita desta gente tem uma cultura média/elevada e, por certo, importa-se com os problemas da Freguesia. Então porque não apareceram?...o que falhou?! Que o blog "Mouriscas em Movimento" apresente o seu balanço de êxito, ou insucesso, na campanha empreendida. Que tire ilações e imprima as acções correctivas que entender justificadas. Fica a questão em aberto.

Cordialmente,

Patrício Silva



publicado por mouriscasmovimento às 13:05
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