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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006
DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO EM MOURISCAS

                                     VIÁVEL OU UTOPIA  ?

                                 

                                               V I              

 

Depois do que sobre o assunto nesta rubrica já escrevemos, vamos rever umas tantas situações a não passar por alto, como que fazendo o ponto da situação. Para tanto recuamos um pouco atrás.

            Em tempo ainda relativamente recente demos os passos necessários para que fosse levado a efeito um LEVANTAMENTO DAS NECESSIDADES DE MOURISCAS, e obviamente participámos no mesmo de forma activa. O dito levantamento, que foi e é considerado uma ferramenta de primordial importância para o caso que estamos desenvolvendo, pôs a nu o que já todos sabíamos, quanto à situação de empobrecimento em que caímos, mas que evidentemente não achávamos oportuno ou engraçado referir. Sobre os dados apurados não nos vamos pronunciar de modo satisfatório, observando contudo que o referido documento, por força das directrizes em que foi elaborado, deverá estar disponível para quem o quiser consultar ou adquirir.

            Entretanto uma das necessidades emergentes do dito, seria criar um veículo de comunicação entre os mourisquenses do qual resulte uma aproximação e intercomunicação resolvente do distanciamento existente. Em função disso mesmo, e dentro das nossas próprias limitações, criámos o Blogue MOURISCAS EM MOVIMENTO.

            Apontava-se também no citado instrumento para um esforço cooperativo e inteligente dirigido à criação / fixação de  meios de sustentabilidade económica, e de harmonia com o que temos, conforme referido no número anterior, um processo de dados práticos, que se adequadamente manejado torna possível a introdução do olival intensivo em Mouriscas, em termos de daí resultar o equivalente à sobrevivência económica de umas tantas famílias, não vamos especular quantas.    Outros processos poderemos talvez apresentar, mais ou menos viáveis, mais ou menos acessíveis, tudo dependente do desenrolar de outras derivantes.

            Adiantando um pouco mais sobre o assunto, também se evidenciava a necessidade de os esforços a dirigir a uma tal problemática terem necessariamente que envolver as forças representativas do povo que somos e no centro das quais está o próprio Povo em si. Mais concretamente falando, terão que partir do seio dos cidadãos Mourisquenses sensíveis ao problema decorrente.

            Então chegado aqui, e tendo em conta o caminho já percorrido, obviamente que é chegada a vez de os Mourisquenses que assim o entendam, pensarem duas vezes sobre o assunto e darem forma ao processo de esforço cooperativo e inteligente atrás referido, como meio de realização prática das etapas que se deseja confrontar.

 

    Entretanto de ter em consideração o seguinte: Tudo o que atrás se refere que até agora foi feito não foi o trabalho isolado de ninguém em particular, mas tão somente o resultado de um esforço cooperativo entre uns tantos mourisquenses, e em nome dos quais me identifico.

 

   (Continua no próximo número)

 

                              Pelo grupo de concidadãos mencionados

 

                                                                                 B. Sério     



publicado por mouriscasmovimento às 17:40
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Domingo, 22 de Outubro de 2006
MOURISCAS NO SEU DIA-A-DIA

                                                 VI

 

Os bons observadores, através dos Registos Civis Estatais, que facilmente se vislumbram no tempo contemporâneo, poderão afirmar que a população portuguesa nas últimas décadas tem vindo a reduzir; sendo no entanto de salientar o interior do País abrangendo toda a encosta Leste. Assim, nestas regiões a desertificação tem sido muito notória devido à falta de desenvolvimento industrial, o qual se esperava que tivesse solução com a abertura de auto-estradas, como neste caso a A23 e outras.

O desenvolvimento económico e industrial não se tem verificado pelo País e muito menos pelo interior, onde se aguardava com ansiedade e esperança um clarão a iluminar-nos um futuro melhor para a juventude.

Se se soubessem organizar poderiam criar novas empresas, pois serão muitas áreas que contam com iniciativas. “Mouriscas em Movimento” realça aqui com ansiedade para que se criem novos postos de trabalho, cuja iniciativa deverá ser criada por essa mesma juventude; é a eles que compete esse contributo para um futuro condigno; foi o grande exemplo que como herança nos deixaram os antepassados.

 

                                Mouriscas no seu dia a dia,

                                Acredita com fé e esperança.

                                Que nos tragam muita alegria,

                                Como já dantes se contribuía

                                E aos seus deixaram a herança

 

                                                      Joaquim António de Matos  

 

 



publicado por mouriscasmovimento às 23:39
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Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006
MOURISCAS EM 1956 – Artigo do nosso amigo L.G. de 23 de Agosto

Diz-nos este nosso conterrâneo que Mouriscas tinha por essa altura 4280 habitantes, e que segundo os censos de 2001 o número de habitantes decaiu para 1946, ou seja, sofrendo uma quebra de 55% na população. É um facto, e contra isso batatas. Mas vejamos, no entanto, algo mais para além desse pormenor.

Por acaso alguém de entre as pessoas com responsabilidades na nossa terra levou a efeito alguma acção destinada a contrariar tal situação ? Algum movimento foi encetado nesse sentido? Algum gesto foi esboçado para a atenuar?

Então estamos na presença de um outro factor coexistido com o primeiro: Existiu em simultâneo – naturalmente ainda existe – um alheamento ou incapacidade da parte de quem melhor poderia ter respondido à situação, em relação ao qual pensamos que se não tivermos – nós o grosso dos Mourisquenses, aqui e agora – a coragem e a determinação para pôr em marcha uma recuperação reparadora de tal perda, deveremos muito modestamente aceitar que o nosso valor, tantas vezes exibido, é na maior parte dos casos, de existência duvidosa.

 

                                                                                        B. Sério



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Domingo, 15 de Outubro de 2006
Mensagens dos leitores (5)

Caro conterrâneo L.G .,

 

Concordo inteiramente com a reflexão apresentada.

 

Espero apresentar brevemente no BLOG as razões que me levam a defender tão acerrimamente a criação de associações nas Mouriscas, sobretudo as relacionadas com a  floresta (ZIF das Mouriscas – urgente a sua criação), o olival/lagares de azeite, etc. (1)

 

Reconheço que nalgumas áreas já teremos associações em excesso, algumas até concorrentes, o que de facto não se justifica numa Freguesia com menos de 2.000 residentes, ou talvez uns 3.000 contando com os muitos visitantes esporádicos, que é o meu caso.

 

Numa pesquisa efectuada ao Portal.Abrantes identifiquei as seguintes associações mourisquenses :

 

» ADIMO (que se encontra filiada na Tágus - Associação Para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, englobando as Câmaras de Constância, Abrantes e Sardoal);

» ACREVS - Associação Cultural e Recreativa de Entre Vale e Serras;

» "Os Esparteiros " - Grupo Etnográfico;

» Grupo Desportivo e Recreativo "OS Esparteiros ";

» Casa do Povo de Mouriscas;

» Banda Filarmónica Mourisquense;

» ACATIM;

» EPDRA;

» COAGRIOLIMO;

» MOURITEJO;

 

Provavelmente existirão outras, nomeadamente o Agrupamento 193 do CNE, que curiosamente não está registado como Associação na Câmara de Abrantes, ao contrário de outros agrupamentos do Concelho.

 

Estas associações são quase todas financiadas anualmente pelo Programa Fincult da Câmara Municipal de Abrantes, mas quase nenhuma se candidata ao Programa Finevent, o que revela alguma falta de dinamismo.

 

Analisando os resultados da pesquisa constata-se a existência de duplicação no que diz respeito aos dois clubes de futebol (concordo plenamente com o L.G. que são demais e um verdadeiro desperdício para a terra, que nenhuma realidade desportiva pode justificar!).

 

Também não entendo a razão da existência de duas Cooperativas de Olivicultores, uma do Norte e outra dos Engarnais Fundeiros (deverão ser ainda os tais resquícios das "Mouriscas de Cima" e das "Mouriscas de Baixo"), uma verdadeira falta de visão económica, pois perde-se na eficiência e na escala!...

 

Devo aqui acrescentar que, em minha opinião, as associações só por si não irão resolver os imensos problemas e carências das Mouriscas, mas os mourisquenses devem "lançar mão de tudo" o que possa contribuir para aumentar os rendimentos da terra, mormente nas áreas onde ainda temos alguma matéria prima. Em todo o caso as associações são uma forma de unir esforços e vontades, e isso já seria meio caminho andado.

 

Também concordo que o desenvolvimento das Mouriscas só será possível se/quando houver o tal reencontro colectivo dos mourisquenses para inventariar de uma forma alargada e abrangente os problemas da terra, para ajudar a criar/catalogar uma bolsa das ideias que possam ser postas em prática, e assim contribuir para o desenvolvimento económico das Mouriscas (2). Creio que com a boa vontade de todos seja possível estancar o êxodo dos mourisquenses e combater o declínio registado nas últimas décadas.

 

Pela parte que me diz respeito estarei lá!...  

 

Cumprimentos,

 

A.M.S.Louro

(10/11/2006)

 

 

(1) – Sobre a criação da ZIF das Mouriscas aguardo informação da Junta de Freguesia das Mouriscas;

 

(2) – Algumas Ideias Para o Desenvolvimento das Mouriscas:

 

Penso que muitos mourisquenses terão ideias sobre o que poderia/poderá ser feito nas Mouriscas para melhorar as condições de vida dos seus habitantes, criando emprego e ajudando os mais novos a fixarem-se na terra, e inclusivamente possibilitando o retorno de uma pequena parte dos que partiram.

 

Não deverá/poderá ser apenas a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal a resolver os problemas da terra (já seria bom que estas entidades resolvessem a falta de uma rede de saneamento, que é talvez na actualidade o maior “handicap” ao desenvolvimento das Mouriscas, embora existam outros aspectos).

 

Em minha opinião os problemas das Mouriscas deverão ser resolvidos pelas seguintes entidades:

 

1º - Pela Câmara Municipal/Junta de Freguesia:

 

» Construindo as infra estruturas básicas ainda inexistentes nas Mouriscas;

» Melhorando as infra estruturas existentes;

» Dando apoio técnico à criação de empresas;

» Dinamizando e incentivando os residentes para as várias iniciativas e programas de                                                                                          desenvolvimento (3);

» Concedendo outras formas de apoio e incentivos;

 

(3) - Desconheço a participação que o Programa de Iniciativa Comunitária Leader+ versus Plano de Desenvolvimento Local Ribatejo Interior 2000 - 2006 teve, ou estará a ter, na nossa Freguesia (será uma questão a indagar junto da Tágus).

 

2º - Pelas Associações:

 

Criação da ZIF – Zona de Intervenção Florestal das Mouriscas;

 

Na fileira do olival penso que se deveria formar uma única associação para toda a Freguesia e estou a referir-me a olival/lagares.

 

Deverão ser criadas outras associações para outros sectores de actividade;

 

3º - Pela Iniciativa Privada:

 

Esta área fica aberta a tudo o que se quiser, pois a iniciativa é livre;

 

Penso que com os actores actuais não conseguiremos dar o tão almejado impulso, pelo que defendo a criação de um Núcleo de pessoas que queiram investir na terra, formando uma sociedade de investimentos para a execução de pequenos/médios projectos em vários sectores. Esses investimentos deveriam ser pensados a uma escala regional e não apenas local, e todos os projectos deveriam ter estudos de viabilidade económica e impacto ambiental, como é óbvio.

 

Sobre o ponto acima deixo aqui as seguintes perguntas/ideias:

 

  1. Não existirá nas Mouriscas um enorme parque habitacional degradado, uma parte do qual ostenta o aviso “Vende-se”?;
  2. Não existirão nas Mouriscas alguns lagares de azeite abandonados que dariam bons restaurantes regionais, como os que se podem visitar em muitas outras terras?
  3. Será que não é viável às Mouriscas a criação de uma central fruteira, que entre inclusivamente no sector dos frutos secos - figo preto, amêndoa, ameixa, etc?
  4. A fileira do pinho não poderia ser uma maior fonte de rendimento nas Mouriscas?
  5. A criação de uns bons frangos do campo, patos, etc, não seriam facilmente escoados na região centro, etc.
  6. A doçaria existente nas Mouriscas não poderia ser ampliada e exportada para as grandes superfícies comerciais?.... Tem qualidade para isso, falta-lhe dimensão.
  7. O que levou o Belmiro de Azevedo, com 62 anos e um império colossal, a virar agricultor de kiwis na sua pequena quinta de Marco de Canavezes?...E as dezenas de agricultores da mesma região que lhe estão a seguir o exemplo?
  8. Não seria altura das Mouriscas disporem de uma pequena unidade de alojamento hoteleiro, do tipo residencial?
  9. No campo turístico não seria viável implementar um pequeno projecto tipo praia fluvial/campismo, etc (Negrelinhos/Tejo)?
  10. E quanto a piscicultura?...E a agro-pecuária?...
  11. A implementação de vários projectos desta natureza poderia também ser propiciadora do surgimento de vários tipos de serviços, que não existem actualmente nas Mouriscas, contribuindo para aumentar o seu potencial. O sector da construção civil também sairia a ganhar.

 

P.S. – Algumas destas ideias poderão até não ser viáveis, mas existem muitas outras, não se devendo desistir ao mínimo desalento!



publicado por mouriscasmovimento às 10:56
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Domingo, 1 de Outubro de 2006
EMIGRAÇÃO VERSUS IMIGRAÇÃO

Definição de Emigração: substantivo feminino acto ou efeito de emigrar; Saída

                                             voluntária da pátria, Saída anual e regular das aves   

                                             migratórias, de uma região para a outra. Confronta com  

                                             imigração (do latim Emigratione).

Emigrado : Adjectivo , que emigrou; substantivo masculino pessoa que

                                             saiu da pátria para evitar perseguições politicas.

Emigrante : adjectivo de 2º género, que emigra; substantivo 2º género       

                                             aquele que vai procurar trabalho ou fortuna noutro país ( do

                                              latim Emigrante)

Emigrar: verbo intransitivo, Sair da pátria como emigrante ou como

                                             emigrado; ir periodicamente de uma região par a outra 

                                             confronta com imigrar ( do latim emigrare).

 

Definição de imigração: substantivo feminino acto ou efeito de imigrar;

                                            estabelecimento em país estranho Confronta com 

                                            emigração (do latim imigrar).

Imigrado : Adjectivo e substantivo masculino que ou aquele que imigrou

                                           confronta com emigrado.

Imigrante : adjectivo  e substantivo de 2º género, que ou pessoa que  

                                            imigra confronta com emigrante (do latim immigrare) 

Imigrar: verbo intransitivo, entrar num país estrangeiro a fim de nele 

                                           se estabelecer  confronta com emigrar (do latim immigrare)

 

 

 

OBJECTIVO DESTE EDITORIAL 

 

Objectivo Único: É pretensão deste editorial e deste editor usar este tema para abordar e para fazer abordar um assunto que se pensa que será de grande interesse para todos os Mourisquenses, um assunto de carácter social, que está todos os dias em mudança e que se espera vir a servir a todos os Mourisquenses.

   Servir Mourisquenses e não servir-se dos Mourisquenses é objectivo deste tema, de modo a criar elos de ligação, situações similares, igualdades nas diferenças e proximidades  entre as pessoas, ajudar as pessoas à união.

 

                                            Amadeu Lopes                                       

 



publicado por mouriscasmovimento às 23:25
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