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Sexta-feira, 28 de Julho de 2006
MOURISCAS NO SEU DIA-A-DIA

                                                  III

 

No tempo contemporâneo poderemos afirmar que os costumes e tradições deste povo mourisquense se foi modificando com o tempo, por forma natural da época em que vivemos.

            É certo que toda a evolução e progresso que se verifica mundialmente, e hoje nos podemos congratular, teria partido dos tempos remotos, datas incalculáveis, que foram permitindo que o homem, recolhendo os ensinamentos do passado, os fosse aperfeiçoando eficazmente até ao presente, a contribuir para um mundo melhor! ...

         Prometo voltar com MOURISCAS NO SEU DIA-A-DIA.

 

 

                                  Poema da Saudade a Mouriscas

 

                 Mouriscas, terra sagrada,

                 Situada aqui no centro,

                 Que foi atravessada,

                 Pela auto-estrada, cá dentro.

 

                 Não é vila, nem cidade,

                 Ainda terei saudade

                 Dos campos verdejantes;

                 De quando era pequeno

                 E tudo tão sereno

                 Bem próximo de Abrantes

 

                 Olhando, tempo atrasado,

                 Tudo cultivado com ardor.

                 Agora, tudo tão desprezado,

                 Não há searas com alvor.

 

                 Espigas em flor se perderam,

                 Pelos vales e pelos montes,

                 Belos frutos que já deram,

                 E água fresca pelas fontes.

 

                 Tudo se irá modificar,

                 Num sonho e bem planadas

                  Não risonho, mas a chorar,

                 O que acontece pelas estradas.

 

Do seu livro “Espaço de Memória”

 

                                                 Joaquim António de Matos

 



publicado por mouriscasmovimento às 17:55
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DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO EM MOURISCAS – VIÁVEL OU UTOPIA ?

Devido a ter saído por lapso, no número anterior o primeiro e o segundo artigo desta Rubrica e aliás, o segundo antecedendo o primeiro, nós nesta edição não incluímos a dita rubrica, mas sem que isso signifique a sua suspensão, aliás o ponto quente da situação que temos cá na Terra, por todos os motivos e mais um, e que por essa razão nos empenhamos em tratar com o empenho e a habilidade ao nosso dispor.

  De qualquer modo insistimos que é uma rubrica de Mourisquenses para Mourisquenses, que mexe com todos nós de forma mais ou menos directa, embora nem sempre se mostre como tal, e que se não a confrontarmos hoje com as ferramentas que nos são acessíveis perderemos uma oportunidade, quem sabe, talvez histórica.

            Pelo exposto, aos nossos conterrâneos, amigos e apoiantes, “ DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO EM MOURISCAS - VIÁVEL OU UTOPIA ?” irá continuar. 

 

                                                                      B. Sério

 



publicado por mouriscasmovimento às 17:54
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INTERCÂMBIO COM OS NOSSOS LEITORES

Ao Snr. António Manuel da Silva Louro, as nossas saudações! Bem-vindo ao nosso Blog!

            As considerações que amavelmente nos endereçou são efectivamente bastante salutares, e esperamos que outros conterrâneos contribuam com igual participação nesta grande cruzada de reencontro colectivo. Entretanto quanto ao caciquismo separativo que refere, nós pensamos que isso pertence ao passado e que jornadas de competição desportiva entre Mourisquenses são aliás de salutar convívio, sem que isso neutralize, bem entendido, o bairrismo clubista sem o qual não existiria a motivação desportiva.

            Existem sim impedimentos ao desenvolvimento sustentado, mas isso tem a ver com o nosso estado de divórcio com as reais necessidades do colectivo, naturalmente por muitas e diversas razões, entre elas, ser uma situação mais cómoda, o entender que há-de haver alguém a realizar o que necessitamos, e a de que deverão ser os organismos públicos a conseguir tudo isso. Em tais condições a razão de através do nosso Blog pretendermos acordar todo esse adormecimento do estado em que caímos é óbvia, e pensamos que entre tanta gente alguém há-de existir sentindo que isso mexe consigo. De acordo.

 

                                     Cumprimentos da rapaziada

 

                                            A Redacção

 



publicado por mouriscasmovimento às 17:51
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Sábado, 15 de Julho de 2006
MOURISCAS NO SEU DIA-A-DIA

                                                         II

 

Neste contexto, no número anterior não foram esclarecidos em pormenor os acontecimentos de há 140 anos para cá. Essas narrativas seriam demasiadamente longas para este meio de comunicação, via Internet. Todavia informo que os habitantes regionais já foram esclarecidos por alguns órgãos de informação local. Pretendo também referir que Mouriscas realizou em tempos idos, há algumas décadas as maiores festas de Verão em toda a redondeza, onde passaram diariamente entre os 12 a 14 artistas da rádio e TV de primeiro plano artístico do País. Estes enormes festejos atraíam cá uma multidão, incluindo os forasteiros vindos de longa distância, e eram realizados no Largo do Espírito Santo, em Ferrarias, Mouriscas. A requalificação do referido Largo era vulgarmente colocada em primeiro plano por pessoas de boa vontade – mas como disse, e muito bem, o Zé do Café, “palavras não chegam”, referindo-se naturalmente aos vários aspectos da freguesia, embora o Povo Mourisquense continue satisfeito com a Autarquia actual.

Considerando que chegámos com ansiedade ao presente, vamos aguardar pelo próximo capítulo de  “MOURISCAS NO SEU DIA-A-DIA”

 

              É mesmo com muita saudade

              Que recordamos os tempos de outrora

              E com a mesma ansiedade

              Gostaríamos de os ver agora

 

               Mas porque já tudo mudou,

               Alguns artistas entram com alegria

               Na casa de quem tanto os admirou

               Em Mouriscas no seu dia-a-dia.

 

                                                        Joaquim António de Matos

 

 

 

 



publicado por mouriscasmovimento às 19:11
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Sexta-feira, 7 de Julho de 2006
MOURISCAS

            Mouriscas é uma freguesia do concelho de Abrantes, distrito de Santarém, que se encontra situada a 12Km da sede de concelho e a cerca de 70Km da sede de distrito.

            Dada a sua localização entre Ribatejo, Alentejo e Beira Baixa, absorve influências ribatejanas, alentejanas e beirãs. Está localizada na margem direita do Rio Tejo e é servida pelo caminho-de-ferro, linha da Beira Baixa. Presentemente tem uma excelente via de acesso, a A 23, que encurtou as distâncias, melhorando muito o acesso à localidade; de salientar que Lisboa fica a cerca de uma hora e trinta minutos.

Apesar desta localização geográfica e das boas acessibilidades, a desertificação é uma realidade (semelhante ao que acontece noutras zonas interiores do país). É uma freguesia muito dispersa e por isso não há ainda saneamento básico (estamos no século XIX).

            Temos uma população envelhecida, onde imperam as carências inerentes a esta faixa etária.

            Esta freguesia que há anos idos era uma referência, tem paulatinamente vindo a decair.

            É, portanto, necessário tomar medidas e criar condições para inverter o actual processo de desertificação e envelhecimento, promovendo a fixação de jovens, incentivando à criação do próprio emprego, melhorando a qualidade de vida da população.

            De notar que estamos numa zona essencialmente rural, onde predomina a floresta e a oliveira, pelo que organizadamente se devem criar planos para reflorestar os solos, procurando assim minorar o problema dos incêndios que, ano após ano, têm devastado esta zona.

 

Ricardina Lourenço

 

 

 



publicado por mouriscasmovimento às 16:44
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Quarta-feira, 5 de Julho de 2006
MOURISCAS NO SEU DIA-A-DIA

I

 

Joaquim de Matos é conhecedor dos hábitos, costumes e tradições de Mouriscas, desde há cerca de 140 anos para cá. Tem 73 anos, mas estabeleceu-se aos 14, a cortar cabelos e conversando com os clientes, alguns com 80 anos ou mais de idade, que lhe iam contando os acontecimentos mais notáveis e inesquecíveis que decorreram durante a sua infância. 

Nesse tempo alguns tiravam a quarta classe, outros nem aprendiam a ler.

Há cerca de 130 anos, ao ser construída a linha dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Baixa, vieram pessoas do Norte do país em busca de trabalho e alguns radicaram cá a sua vida. Certo é que existia alguma diferença nos seus costumes e pronúncia de onde surgiram alguns contos com alguma graça…

“MOURISCAS EM MOVIMENTO” coloca em destaque a dinâmica do seu Povo desde a indústria de cerâmica, espartaria, pirotecnia, a prática na montagem de lagares de azeite, que se estendeu por toda a Península Ibérica, construção civil, e outros que se dedicavam ao cultivo da sua terra que no seu tempo era verdejante.

Foram sendo construídas escolas e o ensino em Mouriscas foi relevante por várias áreas, assim surgiram homens de valioso talento sobejamente conhecidos pelo País.

Todavia é de salientar que a segunda guerra mundial nos trouxe a fome, noites perdidas na bicha do pão e voltar de saco vazio, senhas para as mercearias que não chegavam. Enfim, algo que não nos é agradável recordar....!

Entretanto a rubrica MOURISCAS NO SEU DIA-A-DIA irá continuar.

 

 

              Mouriscas no seu dia a dia

              Tem um mundo de recordações

              Com esperança e alegria

              Nos nossos corações.

 

 

              Vamos vivendo o presente

              Como a todos nos compete

              E para bem de toda a gente

              Vemos Mouriscas na Internete

 

 

                                                                           Joaquim António de Matos 

 



publicado por mouriscasmovimento às 23:56
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Terça-feira, 4 de Julho de 2006
Mensagens dos leitores (1)
No passado dia 28, um leitor do nosso blog enviou-nos a seguinte mensagem:
 
 
 
 
De António Manuel da Silva Louro a 28 de Junho de 2006 às 23:39
 
 
Caros Patrícios,

Sou um conterrâneo ausente da terra há mais de 30 anos, pelo que me encontro desactualizado da realidade Mourisquense. Nos últimos anos visito as Mouriscas com alguma frequência, mas ainda não me foi possível uma actualização tão profunda quanto gostaria.

Li os artigos que foram publicados pelos Administradores do BLOG, dos quais apenas devo conhecer dois ou três, pelo que nem serei a pessoa ideal para emitir juízos de valor ou apresentar sugestões sobre as Mouriscas, já que estou ausente há muitos anos.

Contudo, porque foi a terra onde nasceram e viveram várias gerações da minha família , por constatar que a mesma não terá evoluído de forma significativa no aspecto económico e social, sou a levantar uma questão muito antiga, mas que infelizmente continuará actual.

Refiro-me a algumas formas de caciquismo que impediram e continuam a impedir um desenvolvimento sustentado das Mouriscas. Houve e continua a haver uma divisão na Freguesia, que só por si impede que se façam coisas a sério e se movam influências junto do poder instituído (local e não só). Nas Mouriscas cada um continua a puxar para o seu lado, defendendo o que julga serem os interesses colectivos e obtendo como resultado um grande nada. Não se conseguem mover vontades a agregar os esforços colectivos e muitos e bons Mourisquenses acabaram por desistir, pois descobriram que estavam a remar contra a maré.
Enquanto perdurar este “estado de coisas” não iremos a lado nenhum!...
 
 Claro que existem algumas excepções que são de saudar, mas poucas!

Será necessário tocar nas feridas e partir para uma verdadeira análise do problema, de outra forma passarão várias gerações sem que o progresso cá more. A Freguesia é pequena, cada vez menos numerosa, não se justificando as rivalidades mesquinhas que dividiram e ainda dividem os Mourisquenses (do género Estalagem - Engarnais , Casa do Povo - Esparteiros ou Negrelinhos - Tejo, etc).

Respeito que existam várias colectividades (até deveria haver mais iniciativas neste aspecto) já que têm identidade própria e património a preservar, além de que a competição é salutar, mas a cooperação e um maior associativismo só traria melhores frutos. Por exemplo porque não se organiza um festival das várias colectividades das Mouriscas, que seria uma forma de intercâmbio apaziguadora das divisões existentes? Poderia ser enquadrado num programa de Festas de Verão...e poderia ser o pontapé de saída para outras iniciativas.

Gostaria de ver publicado no V/ BLOG um artigo sobre o tema aqui exposto, que vá no sentido da reconciliação entre todos os Mourisquenses e que se acabem com todas as formas de divisão, desde as Lercas aos Cascalhos, pois em termos individuais somos uma grande terra, mas no colectivo não existimos. Será isto Viável ou Utópico?!

Lanço-vos o desafio!

Cumprimentos,

A.M.S.Louro (28/06/2006)
 
 


publicado por mouriscasmovimento às 20:16
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