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Domingo, 1 de Abril de 2007
ASSOCIAÇÕES EM EXCESSO? VAMOS TENTAR ANALISAR.

A ideia não é nova e muitos dos nossos conterrâneos assim o têm entendido, naturalmente com o seu fundamento baseando-se nisto ou naquilo, outros considerando aspectos assim ou assado, mas todos certamente vendo na redução do seu número um factor a não ignorar, e exactamente por essa razão não nos é dado refutar opiniões que terão merecido atenções que temos o dever de respeitar.

Tentaremos no entanto apresentar os nossos pontos de vista e desse modo contribuir com uma ajuda para uma ideia da situação algo mais esclarecida.

 

 

Vejamos:

 

Associações económicas. – Duas Cooperativas Olivícolas

- Qual o inconveniente na existência destas duas unidades?

- Quais os meios que se perdem com tal duplicação?

- Qual a incompatibilidade da situação?

- Há prejuízo para a freguesia com a repartição da actividade?

- De que tipo?

- Quais os reflexos a nível económico e social? – Quando já existiram mais de trinta lagares e continuam a existir mais alguns?

 

Imaginemos agora que foram centralizadas numa única unidade  

- Como a capacidade laboral teria que ser dupla e mesmo assim não resolveria, o capital necessário para as instalações e equipamento está disponível? Aonde?

- E as actuais instalações seriam para ninhos de rato?

- Os meios que seria necessário investir, seriam recuperáveis? A que praz?

- Quem suportaria entretanto os custos de tal investimento?

- A componente lucrativa da actividade permite-o ou aconselha-o?

- Seria vantajoso para os então cooperativistas a sua deslocação dos mais diversos pontos à unidade então criada? 

- E para além disto seria vantajoso em que outros aspectos?

- Finalmente com a concentração os cooperativistas ganhariam o quê? E a Freguesia?

 

Passamos às Associações Musicais / Culturais – Uma Banda Filarmónica e um Grupo Etnográfico.

- Estas duas existências criam problemas para alguém?

- A actividade de alguma delas é lesiva para a outra?

- A freguesia sofre perdas com isso?

- Os participantes de qualquer delas são prejudicados com a existência da outra?

- Existe alguma incompatibilidade com a dualidade?

- É de considerar algum problema ou situação tipo disputa?

 

Vamos agora supor que seriam centralizadas numa única Associação ou que uma delas teria que ser extinta.

- É de prever que isso teria um alcance significativo?

- Qual? De que tipo?

- Os conterrâneos que agora têm dois locais de acolhimento para fins culturais, de convívio, de participação, de opção em harmonia com as suas preferências pessoais ou de curto acesso devido à sua dupla localização geográfica, ficariam beneficiados com isso?

- Serem privados de uma delas trazer-lhe-ia benefícios?

- A situação eliminaria alguma disputa aberrativa?

- O enriquecimento cultural seria maior?

- Então, a Freguesia, os cidadãos e os respectivos associados ganhariam o quê?

- Será por acaso de recordar que ambas já estiveram integradas noutras Associações?

 

Para concluir, por agora, referimo-nos às Associações Desportivas e Recreativas. – Casa do Povo e Grupo Desportivo “Os Esparteiros”

Com estas e não obstante como recreativas não serem únicas, em futebol sénior são efectivamente uma duplicação da modalidade na freguesia e é à volta desta que mais frequentemente surgem comentários, sugestões e críticas, com a convincente conclusão que se trata de uma aberração desportiva, sem razão de existir e fonte de disputas mesquinhas. Não vamos refutar a opinião, continuaremos a respeitá-la, até porque com frequência, provém de alguém certamente mais documentado no assunto do que nós próprios, mas de qualquer modo a análise e o diálogo construtivo é sempre possível e aceitável.

 

Vejamos:

- A sua fusão numa única Associação / Colectividade naturalmente tornaria possível na competição de futebol sénior conseguir mais um ou dois pontos na classificação, sem dúvida. Mas isso seria assim tão importante que justificasse o afastamento e a privação da modalidade a metade dos atletas?

- E no tocante à localização geográfica, aos mais impossibilitados de deslocação adequada seria um passo em frente a sua privação das jornadas decorrentes?

- Tratando-se de uma modalidade desportiva que em maior grau mobiliza e dá vida ao desporto, as restantes actividades da Associação / Colectividade agora existente ganhariam com isso?

- Ou seriam a centralizar também?

- Deste modo os associados e não só que agora usufruem dos benefícios, actividades, local de convívio, e oportunidade de partilharem uma dinâmica de grupo seriam a privar de tais benefícios que agora dispõem nas instalações a centralizar?

- E é realmente a isto que se chama progresso?

- E Mouriscas em Movimento que nasceu para apoiar e ajudar a resolver os problemas que temos estará no caminho certo ao dar os passos convenientes para o agravar desses problemas? Mesmo a coberto de eliminarmos disputas mesquinhas?

 

            Cuidado!

 

Entretanto com estas nossas conclusões de maneira alguma pretendemos por de parte as conclusões opostas mas tão somente levá-las ao confronto salutar e disciplinado.

 

                                                                                B. Sério

 



publicado por mouriscasmovimento às 12:47
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2 comentários:
De Anónimo a 7 de Junho de 2007 às 23:27
ASSOCIAÇÕES
Sou de opinião que a união faz a força. Lamento mas do que conheço da nossa Terra, vai ser difícil de se concretizar a União.
Talvez se surgisse um movimento denominado UNIÃO MOURISQUENSE
Quanto á s cooperativas de moagem de azeitona, vulgarmente denominados de lagares, sou da época em que trabalhavam em simultâneo trinta e muitos lagares, no entanto, os tempos são outros, a matéria prima escasseia, a mão de obra não existe, os campos não são preparados a preceito e para culminar construíram-se duas cooperativas, em minha opinião uma burrice a todo o tamanho.
Seria ingrato da minha parte não tentar apresentar uma solução, para extinguir as duas cooperativas existentes, aqui vai.
A nossa Mouriscas, est á implantada num dos locais privilegiados do Mundo para a cultura da azeitona, o denominado Vale do Tejo, é um lugar único.
Temos uma Escola Agr á ria, implantada numa Herdade Agrícola , esta herdade tem desactivado o melhor lagar que a Freguesia tem e j á teve, igual podem construir, melhor não.
Senão vejamos.
Localizado em local privilegiado , pois est á inserido em zona agrícola de ensino.
Com entrada e saída distintas, para recolha de azeitona e saída do azeite.
Declive interior para maior comodidade de transporte interno da azeitona.
Espaço envolvente para ampliação e modernização das instalações , com o intuito de se poder criar as instalações adequadas à embalagem, pois dali só sairia azeite engarrafado, nas suas diversas medidas, fosse para quem fosse, do tipo entregou determinada quantidade de azeitona tem a opção de levantar até determinados litros de azeite de modo gratuito, a partir daí serão pagos.
Trabalhado este assunto, seria oiro sobre azul, ou seja amarelo na garrafa e de primeiríssima qualidade.

Nas actividades desportivas e culturais não seria muito diferente.

Pensem nisto.

Mãos à obra.

José Fontinha


De Anónimo a 21 de Junho de 2007 às 19:49
Caro José Fontinha,

Em Outubro de 2006 escrevi um artigo para o Mouriscas em Movimento com uma listagem de potenciais ideias para a recuperação das actividades económicas nas Mouriscas,...mas ninguém lhe pegou!

Apraz-me saber que existe outro Mourisquense que se preocupa em incentivar à União e ao Desenvolvimento das Mouriscas.Assim já somos dois, mas certamente haverá muitos mais, esperemos que apareçam!

Continuo a pensar (ver antigo anterior) que deverão ser os Mourisquenses a tomar a iniciativa de meter mãos à obra, pois estamos isolados do resto do mundo.

Volto a relançar a ideia de se criar um Núcleo Fundador de Mourisquenses para se avançar, não só na selecção das melhores ideias, mas também na implementação das mesmas em termos concretos.
Não estamos a descobrir a pólvora, pois em muitas terras que conheço partiu-se de algo no género.

Cordiais Saudações de Conterrâneo (...não benfiquista!),
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Caro José Fontinha, <BR><BR>Em Outubro de 2006 escrevi um artigo para o Mouriscas em Movimento com uma listagem de potenciais ideias para a recuperação das actividades económicas nas Mouriscas,...mas ninguém lhe pegou! <BR><BR>Apraz-me saber que existe outro Mourisquense que se preocupa em incentivar à União e ao Desenvolvimento das Mouriscas.Assim já somos dois, mas certamente haverá muitos mais, esperemos que apareçam! <BR><BR>Continuo a pensar (ver antigo anterior) que deverão ser os Mourisquenses a tomar a iniciativa de meter mãos à obra, pois estamos isolados do resto do mundo. <BR><BR>Volto a relançar a ideia de se criar um Núcleo Fundador de Mourisquenses para se avançar, não só na selecção das melhores ideias, mas também na implementação das mesmas em termos concretos. <BR>Não estamos a descobrir a pólvora, pois em muitas terras que conheço partiu-se de algo no género. <BR><BR>Cordiais Saudações de Conterrâneo (...não benfiquista!), <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>A.M.S.Louro</A> <BR>


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