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Segunda-feira, 7 de Agosto de 2006
MOURISCAS NO SEU DIA A DIA

IV

 

Caro amigo Doutor Carlos Bento, Casas Pretas, 1933

 

            Congratulando-me pelo comentário que dirigiu a Joaquim de Matos para “Mouriscas em Movimento” relativamente à rubrica “Mouriscas no seu dia-a-dia” será de facto fundamental dar conhecimento aos mais novos tudo quanto nos seja possível recordar, como foi a vida noutros tempos, o que teriam sofrido os nossos antepassados por falta de meios adequados, que só com o tempo puderam evoluir!...

           

 

            Mouriscas situa-se na margem direita do Rio Tejo e a cerca de 12 km ascendentes de Abrantes.

            Nas campanhas das ceifas partiam destas redondezas muitos grupos de homens, a pé, que se estendiam por todo o Alentejo e Espanha.

            Vulgarmente, a referida campanha era de 40 dias, se não fosse tomada de empreitada… De qualquer forma essa empreitada era de “ver a ver”.

            A dormida era numa margem que se limpava ao contorno do corpo humano, onde se colocava um pouco de restolho. Por cima seria uma manta.

            O almoço durante 40 dias seria de grão ou feijão-frade; à tarde o “escaspacho”: pão mais seco com alho, sal, vinagre e água; à noite pão com queijo.

            Para além da ceifa eram os cortes de árvores e fabrico de carvão.

            Outros se dedicavam a fazer poços à procura de água, ou minas ao fundo das encostas, para abastecerem as zonas hortícolas, como recurso de sobrevivência.

            Os jovens até aos 14 ou 15 anos andavam descalços.

            “Mouriscas em Movimento” coloca ainda em destaque o que era quase impensável, que as donas de casa iam à fonte com um cântaro de barro à cabeça, buscar água para beber, e com frequência a poços ou outras nascentes, para todo o consumo interno das suas casas.

            Nessa altura não havia gás e lá iam as mulheres aos grupos, a caminho dos matos, para trazerem lenha, pois só assim poderiam fazer as suas refeições.

            As habitações não reuniam condições de higiene, nem existiam casas de banho.

            É assim, pela grande diferença entre o passado e o presente que existe a rubrica “Mouriscas no seu dia-a-dia”.

 

                        Escrever, ler e compreender

                        São factores que a vida tem.

                        É importante ler para saber

                        Falar e também dizer

                        Como foi a vida do além.

 

 

Cordiais saudações                             

 

Joaquim António de Matos                             

 



publicado por mouriscasmovimento às 10:37
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