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Domingo, 22 de Abril de 2007
Reflexões sobre Mouriscas

UMA TERRA SEM FRONTEIRAS

(Texto já publicado nas compilações)

                Algures, no interior do distrito de Santarém, mais precisamente a doze quilómetros de Abrantes, situa-se uma freguesia chamada Mouriscas. Embora tenha cerca de 2000 habitantes, trata-se de mais uma daquelas freguesias esquecidas pelo “Poder Central” e também pelo “Poder Local”, pois é, há muito, uma freguesia que não entra nas contas do executivo abrantino. Mas as questões políticas, ou melhor, as estratégias(!) camarárias ficam para outra ocasião.

 

 

                Hoje pretendo dar a conhecer uma história que se passou com um amigo meu…

 

 

                Um certo dia, o Ricardo, residente no Alentejo, deslocava-se para Coimbra e resolveu telefonar-me. Tinha avistado, há pouco, a seguinte placa:

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                “Olha, acabei de atravessar uma ponte e estou muito próximo da tua terra.”- disse-me.

 

Então, esclareci-o que já estava dentro das Mouriscas, mas ele disse que não tinha visto nenhuma placa que o indicasse. Claro, assim que entrou na nossa freguesia foi isto que viu…

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Um pouco mais à frente, afirmou: “Estou a chegar a um cruzamento para duas terras, chamadas Cascalhos e Engarnais. Mouriscas ainda fica para a frente”.

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Alguém me acusou, há pouco tempo, de não conhecer a freguesia. Realmente, não a devo conhecer muito bem. Ainda nem sequer conheço os limites da minha terra (isso também deve ter pensado o Ricardo).

 

Insisti, ele já estava dentro das Mouriscas. Mas…

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… as placas davam-lhe razão!

 

Não sou adepto do vandalismo (por isso não faria isto), mas às vezes dá vontade de agarrar num pouco de tinta e apagar a “porcaria” que alguns fazem (como algum “unionista” fez ao apagar a palavra Sul – “unionista”, sim, porque pelos vistos também há Mouriscas Norte, apesar de não ter nenhuma placa que o indique).

 

Mas afinal, por onde é que o Ricardo andava?

“Estás nas Mouriscas”, dizia eu, mas ele dizia-me “Não, estou a chegar junto da A 23; as Mouriscas ainda ficam mais para a frente. Está nas placas”.

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Pois é, ele tinha razão, está nas placas!!!

 

A conversa chegou ao fim, pois o Ricardo entrou na A23. Não chegou a ter a confirmação; se chegasse um pouco mais à frente ainda diria algo como isto: “Mas tu nem sabes onde fica a tua terra?...

 

0000wwed

 

… Ainda falta um quilómetro para eu lá chegar!”.

.

.

.

.

UMA TERRA SEM FRONTEIRAS (continuação)

 

Como Mourisquense, resolvi convidar um amigo meu para o aniversário da minha filha, que se iria realizar num dos muitos lugares de Mouriscas, os Cascalhos.

Esse meu amigo, vindo de Tomar, teve uma grande falha: esqueceu-se do telemóvel. Mas não foi o único a falhar, pois eu também me esqueci de dizer que ele não devia ir para as Mouriscas. Caro conterrâneo, está baralhado; é natural – afinal, ele ia para as Mouriscas ou não? Eu pelo menos disse-lhe que a festa ia ser nas Mouriscas, só que…

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…saiu da A23 e…

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… virou para a esquerda, pois o objectivo não era ir para o Pego (que, por acaso, até é a sua terra natal).

 

Chegou ao centro da freguesia e perguntou a algumas pessoas se me conheciam. Depois de várias respostas negativas, houve alguém que lhe disse: “Chama-se Grilo? Olhe, há muitos Grilos nos Cascalhos. Tente encontrá-lo lá”. E assim fez: “abandonou” as Mouriscas, deslocou-se para sul, seguiu as placas…

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... muito esclarecedoras, como se pode verificar na anterior,…

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… e, por fim, lá chegou ao local da festa…os:

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É claro que depois tive de lhe responder à seguinte pergunta: “Mas olha lá, não me disseste que a festa ia ser nas Mouriscas?”

 

Pois é, caro conterrâneo, pelos vistos não conheço a terra que me viu nascer.

 

 

Moral da história: com duas placas a assinalar o início da localidade resolvia-se parte do problema; para as outras chegavam duas latas de tinta (uma branca e uma preta) e um bocadinho de espírito de vândalo (que eu não tenho, senão já o tinha feito) – apagava-se a palavra Sul, colocava-se o símbolo de Centro e aí eu já conheceria melhor a minha freguesia. Pelo menos os meus amigos pensariam dessa forma.

 

 

P.S. – Eu sei que a responsabilidade da colocação de placas é do Instituto de Estradas de Portugal (antiga JAE), também sei que as mesmas foram colocadas durante o mandato de outras pessoas e de outro partido, mas jamais serão alteradas se não se avisar quem de direito. Será que já foram avisados? Se sim, foram pressionados? Há certas coisas que no nosso país só se fazem mediante pressão. Será que, como Mourisquense, posso ter direito a uma resposta.

 

LG

 



publicado por mouriscasmovimento às 12:10
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1 comentário:
De Anónimo a 7 de Junho de 2007 às 22:56
Esta noticia das placas identificativas de Mouriscas, tem a sua piada.
Quem escreveu, esqueceu-se da polémica inicial, dado que o traçado do IP 6, não estava previsto cortar a Freguesia ao meio, agora meus amigos é muito tarde, para alterações.Podemos é tentar encontrar uma forma de suavizar a horrivel sinalética que identifica a localização da futura capital do Ribatejo, MOURISCAS.
José Fontinha


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